Times Square em Nova York lotada

O dia em que fui parada na imigração dos Estados Unidos

Depois de quase cinco anos, voltei a fazer uma viagem internacional, mas dessa vez para os Estados Unidos! Após conhecer Buenos Aires para participar de uma competição de dança, demorou cinco anos para eu viajar para fora do país novamente. Todos esses anos para ser parada na imigração americana. Todos os meus medos de não conseguir entrar estavam acontecendo enfim.

Cheguei em Nova York após oito horas de viagem saindo de São Paulo, sendo que para ir ao aeroporto de Guarulhos fui só de transporte público gastando menos de R$10. Vôo tranquilo, rápido e com a barriga cheia de chocolate pois duas senhoras perfeitas que estavam sentadas ao meu lado me mimaram muito.

Quase fiquei sem janta pois sou vegetariana e no vôo havia apenas dois tipos de pratos: alguma coisa recheada de carne e macarrão com molho ao sugo. Ou seja, a única coisa que poderia comer era o macarrão.

Adivinha o que aconteceu? Parece mentira mas exatamente na minha vez, restava o último prato de macarrão!


As duas senhoras sentadas do meu lado, a essa altura da viagem já sabiam mais da minha vida do que eu imaginava. Então quando ouviram que era o último prato, praticamente gritaram para a aeromoça para me dar o bendito macarrão!


Eu nem consegui protestar. Já tinha me conformado a comer apenas a saladinha, porém elas agiram como duas tias queridas e não me deixaram sem janta.

Após comer bem, ter muito chocolate de sobremesa e assistir ao Homem Aranha no Aranha Verso, dormi e só acordei ao chegar nas terras americanas.

Eu e minha malinha de mão saímos do avião para a primeira parte da entrevista que seria em uma máquina. Lá respondi perguntas sobre o que carregava, quantos dias ficaria e também escaneei meu visto.

gif onde eu apareço segurando meu passaporte e a mala azul de mão
Eu e a mala azul


Depois fui para a entrevista completa na imigração. Um homem que a princípio achei bonito, me atendeu e fez algumas perguntas rápidas e bem secas. Por fim, a única coisa que ganhei dele foi um olhar bem torto seguido de um:

Sua mala será revistada, tem algo suspeito aí dentro.

“Amado? São só umas pecinhas de roupa e uma plantinha medicinal… Qual o problema?” (Risos)

O que respondi na máquina me fez ser barrada além do raio X que fazem nas bagagens.

Na minha mala de mão azul, minúscula e emprestada, tinha algo um pouco peculiar. Uma plantinha chamada Barbatimão, usada para fazer chá que a minha amiga me pediu para trazer, pois não tinha nos Estados Unidos.

Eu estava bem apreensiva. Será que seria expulsa por carregar um pacotinho de planta comprada em uma Casa do Norte

Um guarda me levou para uma salinha onde uma mulher pegava a minha planta com um tipo de pinça. Ela olhava de um lado, do outro, colocava contra a luz… Parecia detetive mas claramente ela não sabia o que fazer. Após encarar a plantinha por longos dez minutos, enfim o veredito dela sobre a minha mais pura inocência:

It’s black cinnamon!
É canela preta!

Eu pensei “Não é canela preta, não moça! Mas se vocês chamam isso assim, quem sou eu para discordar?” A única coisa que respondi foi:

Yes, it is 🙂
Sim, é isso aí 🙂

Nem eu sabia o que era aquilo ao certo. Tinha ouvido falar pela primeira vez uma semana antes e comprado após procurar em várias lojas e mercados.

O importante é que fui liberada, felizmente! No fim, a imigração nem foi tão assustadora assim e minha amiga ganhou de presente o chá que ela tanto procurava.

Saindo do aeroporto, me perdi no metrô de Nova York e algumas horas depois fui parar no hospital 🙂

Mas essa história fica para o próximo post! Agora, se quiser ler mais o roteiro de 10 dias que fiz nos Estados Unidos, só vir aqui!

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