Como descobri o intercâmbio de Au Pair para os Estados Unidos

Bom, galerinha vou contar para vocês como vim parar aqui nos EUA e mostrar que o Au Pair é um intercâmbio bom e que cabe no bolso de todos nós que não temos condições. Obrigada, Nath por ceder um cantinho aqui no seu blog!!

Tudo começou com um sonho de viver algo novo e único na minha vida. Sempre tive vontade de morar num país diferente, mas quem nunca não é mesmo?! Eu não tinha muito interesse em aprender inglês por que é aquela coisa do comodismo: a gente quer, mas ir em busca é outra história.

Mas quando é pra ser não tem pra onde correr.

Eu trabalhava de babá no Brasil desde os meus 19 anos. Um certo dia estava eu bem plena cuidando das minhas meninas, e a babá da casa ao lado começou a conversar comigo e mencionou o Au Pair. Ela me perguntou se eu conhecia esse programa de intercâmbio e se eu tinha interesse em morar fora, pois tinha muito haver comigo.

Uma mão segurando o passaporte do Brasil
Meu passaporte <3

Foi aí que despertou em mim essa vontade de morar fora e tals. Fui pesquisar o que era esse Au Pair pois, nunca havia ouvido falar no dito cujo. Liguei na Cultural Care na mesma semana pra me informar melhor. A moça que me atendeu disse o seguinte “olha você precisa ter entre 18 e 26 anos, ter habilitação, saber nadar, ter experiência com criança e inglês que dê pra se comunicar”. Eu parei e pensei “Poxa! Não dá pra mim. Só tenho experiência com criança, de resto não tenho mais nada”.

Fiquei encucada com isso e pensei “Bom, mas dá pra eu tentar pelo menos. Preciso aprender a dirigir, nadar e falar um pouco de inglês”. Fui atrás desses três requesitos, tinha 22 anos na época.

No tempo foi muita procrastinação e cansaço psicológico. Mas eu sabia que eu podia dar mais de mim e me esforçar mais um pouquinho que dava certo.

Passou-se o tempo e quando percebi, eu já estava com 25 anos!!! Bateu aquele desespero e medo de não conseguir porque eu queria viver o sonho de morar fora. Eis que começo a fazer algo por mim pois, já estava na risca da idade, iria completar 26 anos!!

Jessica segurando a bandeira do Brasil na Time Square
Mas aos 26 anos realizei o sonho

Fui na agência assistir a palestra, depois liguei na para eles para marcar a entrevista pessoal. Chegando lá, foi tudo bem de início mas quando chegou na parte de inglês, misericórdia só por Deus! Na hora eu não sabia nem meu nome que dirá falar inglês (kkkk rindo de nervoso). Não passei na entrevista, lógico porque não consegui falar nada em inglês.

Sai de lá da agência suando de tanto nervoso. Esperei o e-mail deles pra falar sobre como foi a minha entrevista, e me disseram que em português foi tudo ok. Mas a parte em inglês eu precisava refazer porque minha comunicação não estava muito boa ainda.

Remarcaram um reteste para um mês depois, o qual não precisei ir lá, fizemos por chamada de vídeo mesmo (é galerinha, mais uma vez  eu não passei, reprovada!! rindo de desespero Kkkkkk).

Se passou mais um mês, e confesso que já estava meio de saco cheio disso tudo, porém sempre tinha esse ditado “Não nadei tanto na praia pra morrer agora” ou “O ‘não’ eu já tenho vamos nos humilhar mais um pouco” kkkkk.

Novamente fiz o reteste, dessa vez mega desanimada e sem muitas expectativas. Então a moça simplesmente disse “Parabéns você passou no reteste!”. Nessa hora eu fiquei parada tentando entender o que ela havia acabado de falar. É aquela coisa né?! A humilhada foi exaltada com sucesso hahahaha.

A Jessica aparece na frente de alguns prédios em uma cidade americana, pronta para iniciar o seu intercâmbio como Au pair
Minha primeira semana nos Estados Unidos foi em Nova York para o curso de preparação que toda Au Pair faz

Depois de passar no reteste tive que preencher o application, que é um perfil online que você coloca todas suas informações, fotos, referências para comprovar sua experiência com crianças, e por fim, um vídeo falando sobre você, o porquê quer ser Au pair e seus objetivos.

Você fica online a partir do momento que você passa nessa entrevista pessoal na agência. Ficar online significa que as famílias americanas terão acesso as suas informações. Se caso a família ache interessante o seu application, elas irão te mandar uma mensagem para conversar e se conhecerem melhor. Provavelmente pra conversarem por vídeo chamada também.

É aí que começa aquele frio na barriga e a agonia de esperar entrar famílias no seu perfil. Aquela ansiedade que é normal sentir, pois você vai pro USA, bebê!

Bom terráqueos, eu falei um pouco e na próxima semana tem mais um pouquinho desse processo auperiano pra vocês! Espero que curtam o meu espaço que migs cedeu pra mim hahaha. Não deixem flopar, please! Estou mega animada pra falar mais sobre esse intercâmbio.

Se tiverem qualquer dúvida sobre o au pair, podem me perguntar aqui que irei responder assim que tiver um tempinho.

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