Onde vim parar: Buenos Aires, Argentina!

Por que escolhemos ir para Buenos Aires, Argentina?

Em 2014 eu e a Nathalia (minha Partner aqui do blog), dançávamos jazz e ballet (onde, aliás, nos conhecemos). Essa escola nos levava para várias competições e uma dessas era a Interamericana. A primeira etapa era classificatória por categoria e por país; a última etapa reunia os vencedores de cada país em Buenos Aires, Argentina.

Pois bem, ganhamos aqui e decidimos bancar tudo e ir para a Argentina para participar da competição. Foi muita emoção! Eu que nunca tinha viajado de avião, peguei logo um voo internacional. Fizemos algumas coisas legais, mas faltou bastante coisa também pois ficamos pouco tempo. Vou falar das nossas impressões gerais de Buenos Aires, do que vimos e do que ainda está na nossa lista para fazer.

Primeiras impressões: comida, ruas, pessoas…

Em Buenos Aires a arquitetura é antiga, mas tudo bem cuidado, com o centro limpo e valorizado. A moeda é o peso argentino, porém na maioria dos lugares frequentados por turistas, eles colocam os preços em real e em dólar.

Não gostei muito da comida porque é sem sal, por outro lado a água é salgada! Não é brincadeira a água deles tem maior concentração de sal, o que pro nosso paladar é bem estranho. Então procurem água importada.

Achamos tudo meio parado em comparação com São Paulo. Em um sábado à tarde a maioria das lojas de rua estavam fechadas. Por sorte encontramos um shopping bem pequeno com uma moda bem diferente. Na época, as flatforms já estavam na moda, e era só o que a gente via por lá. Achamos bizarro! Na verdade ainda acho, mas

Ah e eles tem lojas da Milka em todos os lugares! Todos mesmo, em cada esquina praticamente.

Loja de chocolates e doces da Milka
Milka everywhere!

 

Fomos bem atendidas nos lugares, mas eles não tem aquela hospitalidade, aquela coisa de aconchegar o visitante, coisa que brasileiro é tão acostumado.

Outra coisa que me chamou muita atenção: a falta de diversidade étnica, não vimos negros na Argentina! Porque não há negros, não sei, mas para nós acostumados com essa diversidade, chama muita atenção. Tinha uma amiga que viajou com a gente e ela é negra, precisa dizer? Fez sucesso lá! Ela se sentiu uma rainha pois muitos a elogiavam!

O que conhecemos em Buenos Aires

 

> Floralis Generica

No dia da tour pelo centro, saímos cedo do hotel e apesar do sol, estava bem friozinho. Eu achei lá mais frio do aqui em Setembro. Fomos de ônibus pela avenida principal onde passamos pela Floralis Generica, uma flor gigante de metal, situada na Plaza de las Naciones no bairro da Recoleta. Ela é um presente para a cidade do arquiteto argentino Eduardo Catalano, a noite ela fecha e de dia abre. No caso ela se abre de acordo com a luz solar e se fecha sem a presença de luz.

Floralis Generica
É linda, não?

 

> Caminito e La Bombonera

Passamos no Caminito, parada obrigatória para os turistas! É uma rua no bairro La Boca, é bastante colorida com artistas de rua e muitas lojinhas tradicionais para lembrancinhas. Atenção para os dançarinos de tango que se apresentam na rua, eles te pegam para tirar uma foto, no seu celular, e depois te cobram a foto.

Caminito
Uma pequena parte do Caminito

O emblemático estádio La Bombonera é uma das minhas frustrações, pois passamos por ele só de longe, não deu tempo de visitar mesmo. Tenho que voltar lá, nem que seja só para isso.

Estádio La Bombonera
La Bombonera lá no fundo em azul e amarelo

 

> Casa Rosada e Rua Florida

Claro que passamos pela Casa Rosada, a sede do governo argentino e uma construção de fama internacional pelas manifestações políticas e artísticas de que foi palco. Fica localizada em frente a Plaza de Mayo, que liga a sede a outro marco, o Palacio del Congreso de la Nación Argentina. Dessa localização podemos observar o Obelisco, que fica na avenida 9 de Julio e a Catedral Metropolitana.

Foto da Babi em frente a Casa Rosada
Euzinha em frente a Casa Rosada!

 

Quando fomos era necessário agendar a visita na Casa Rosada, por isso só conhecemos por fora. Pudemos observar várias coisas em seu entorno e entramos na Catedral que é enorme e muito bonita.

No último dia de manhã, aproveitamos para ir na Rua Florida. Essa rua é a nossa 25 de março e pode-se encontrar de tudo e muito barato! Vale a pena comprar umas coisinhas aqui pois, saíra no lucro.

> El Tango

Agora minha coisa preferida para se fazer em Buenos Aires é assistir ao show de tango. Não fomos no restaurante mais conhecido (Señor Tango) por que era muito caro. Então fomos no Esquina Homero Manzi, com um pacote bem legal de jantar e bebidas inclusos, na época custou em média 700 pesos. Sério, todo mundo precisa ver um show de tango! Sei que tem gente que torce o nariz e diz “ah, mas eu não gosto de tango”, mas o show é muito mais do que curtir ou não a música: é um espetáculo e essencial para vivenciar a cultura de lá.

Esquina Homero Manzi por dentro
Esse é o Manzi por dentro, a foto não ficou boa mas garantimos que é muito bonito!

 

Preciso voltar a Buenos Aires para…

Lá tem o famoso Zoo Lujan, que é polêmico, por causa da questão de sedação nos animais para os visitantes tirarem foto com eles. Talvez eu passe por lá quando voltar e também por Puerto Madero, o bairro portuário. Hoje é um bairro nobre considerado um centro gastronômico e financeiro, que infelizmente não conseguimos conhecer. Ouvi dizer que as festas nos barcos são muito boas!

No geral, acho que uma semana é suficiente para se ver todas as atrações mais famosas de Buenos Aires. É um lugar bacana de se conhecer, mas não me deixou especialmente saudosa. Acho que uma vez conhecendo tudo isso, é suficiente.

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Informações

Pacote da CVC: média de R$ 800,00 (inclui passagens ida e volta, acomodação de noites em hotel 3 estrelas e tour guiado).

Futuramente faremos um post sobre como economizamos hoje com viagens. Fugindo do tradicional “pacote” de empresas como a CVC e Decolar.

Preço médio do almoço: R$ 25,00 (incluindo bebida)

Táxi: As tarifas são mais baixas do que em São Paulo e têm táxi a toda hora! Mais táxis nas ruas do que outro tipo.

Transporte público: Compre o Sube: um cartão que pode ser usado em ônibus, metrô, trens e pedágios. Custa $ 25 pesos argentinos.

Ama ler, ouvir música, series, passear e viajar! Trabalha como analista de recursos humanos, mas sempre pensando em outras possibilidades e no próximo passeio!

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2 comentários para “Onde vim parar: Buenos Aires, Argentina!”

  1. Pelo passeio os preços estão bem em conta. Gostei desse roteiro, uma cidade perto do Brasil e com boas condições pra quem tá apertado de grana e quer sair um pouco daqui!

    1. Saiu barato mesmo, se comparado ao nordeste brasileiro, por exemplo. Olha que a Argentina tem muita coisa, Buenos Aires é só um pedacinho para dar vontade de conhecer mais.